segunda-feira, 14 de julho de 2008

Gina em: Comédias da vida universitária.

Eles se encontraram em algum lugar do campus da Universidade Federal do Paraná, ele de carro, ela de havaiana, ele administrador, ela bióloga e o simples cruzar de seus olhares incendiou o corpo, a alma e mais algumas coisas, que aqui, por bom grado, omitimos para não constranger os leitores.

Logo que Maurício juntou coragem, declarou-se para sua deusa de havaianas e quase jurou amor eterno, só não o fez para não assustar a moça e Ana, que também havia se queimado na fogueira daquela primeiro olhar, correspondeu no mesmo grau de intensidade e logo começaram a namorar embaixo dos pinheiros do campus.

O início daquela paixão foi branda como o frescor das brisas de outono e o ondular das marolas do mar e com o passar da estação tornou-se avassaladora como um tsunami de emoções. Ana era alegre e extrovertida, gostava de comer chocolate com água, usar roupas de algodão e ouvir Creedence no sofá do centro acadêmico, já Maurício era mais sério, agitado, altivo, gostava de barulho e de agitação, ao mesmo tempo era caridoso e companheiro, gostava de músicas da moda, de esportes e filmes de ação. Ela tomando suco de acerola e ele 2 litros de Coca Cola.

Até que certo dia o éden daquela paixão sucumbiu aos flertes do ciúme, Maurício enfureceu-se ao ver sua amada conversando com um colega de curso, animada, extrovertida, rindo facilmente e com um brilho nos olhos que incomodou a ele de tal forma que fugiu para o Rebordosa abraçar a embriaguez. Após muitos copos, chorou, cantou alguma canção brega dos anos 90, abraçou todos os garçons do bar até que um colega caridoso decidiu arrastá-lo para casa vomitando no carro.

No outro dia, já recomposto, Maurício combinou encontrá-la no restaurante universitário e planejou o que iria dizer meticulosamente, palavra por palavra, gesto por gesto, calculando a entonação ideal para impressioná-la, ele queria rebaixá-la, rebaixar o colega dela, rebaixar o "cursinho" dela, queria jogar a salada de vinagrete do R.U na cabeça dela. Encontraram-se conforme o combinado e então, após um leve pigarro, iniciou-se o discurso:

— Olha, até agora fui muito complacente com você, mas esse negócio de ficar fazendo marketing pessoal por aí com qualquer um e vir me dizer que foi pelo networking não me convence. Depois, teu brand equity funciona e aí eu quero ver o que o que você fazer quando esse Zé Roela quiser mostrar o branding dele para você. Fique bem avisada, pode ficar aí nesse seu cartelzinho com o pessoal de biologia, que eu faço um dumping e te mostro o que é uma holding de verdade. Você precisa pensar na sustentabilidade do nosso relacionamento, se tiver algum problema, tudo bem, agente senta, faz um brainstorm e se entende, porque desse seu jeito aí, de mim é que você não vai ter um feedback positivo. Você está me entendendo?

Depois daquela conversa esclarecedora Ana descobriu com quantos termos em inglês se faz um administrador e que definitivamente eles são os bichos mais estranhos de toda biofera. Ana fugiu correndo e desistiu para sempre desse negócio de namorar administrador.

3 comentários:

Creusa disse...

Podemos incluir nessa um crente tbm...

e sinceramente, eu mal entendi o q o administrador falou... com a gente ficxa bitolada com o tempo ne?

Ivan Grycuk disse...

Olha a Gina... dominando a blogosfera!! Com contador, "indicador" e por ai vai!! Aposto que amanhã vão ter mais novidades ainda.

Tô tão cansado, amiga!! E é terça... ainda falta quarta... quinta... sexta... aih logo vem segunda...

Dia 31 minhas férias começam. Será?

Ivan Grycuk disse...

Falei!! Foi só entrar de novo e:

"Se você pensa que a Gina vai embora... VAI GINA!!! VAI GINA!!!", é assim a musiquinha, né? Não lembro direito.

Quanto ao administrador... bom... acho que eu dei sorte de namorar uma administradora... pelo menos ela me entende... ou será que sou que entendo ela?

Beijo Dona Gina!!