quarta-feira, 30 de julho de 2008

Gina em: O Time da Capital

Quando Bill Shankly disse certa vez que "Futebol não é uma questão de vida ou morte, é muito mais que isso" mal sabia ele que sua frase ganharia literalidade em algum lugar no interior do estado do Paraná.

Tudo começou quando alguns amigos em Curitiba decidiram montar um time de futebol para jogar uma pelada nos fins de semana, só por diversão, depois da partida faziam um churrusco e tomavam alguns barris de chopp.

Ás vezes saia algumas pequenas rusgas durante as partidas, alguns narizes quebrados, luxações, escoriações, ferimentos, hemorragias, nada de inesperado. A maior parte das brigas surgiam durante as faltas, que, pela falta do juiz, nunca existiam, até mesmo quando um dos zagueiros decidiu que era uma jogada perfeitamente limpa voar com os pés na coxa do atacante adversário e o desafurtunado quebrou o femur por isso, ainda sim, não era falta.

Depois de algumas partidas e alguns desfalques no time, não haviam mais jogadores suficientes para montar dois times e a única solução era montar um time só com os jogadores que sobraram e procurar adversários. Acharam. Um dos jogadores tinha parentes em Mandirituba, no interior do estado e articulou um amistoso com um time da cidade.

O time de amigos que não tinha técnico e nem nome, fez um uniforme e viajou até o município, esperando nada além de uma pelada e um churrasco, mas ao chegar, tiveram algumas surpresas, e uma dela era um carro de som que anunciava a quem tivesse ouvidos:

— E hoje às 17:00 a partida espetacular do Corithians de Marindiritiba contra o time da Capital-todos entreolharam-se e acharam graça do gracejo, afinal, agora o time tinha nome.

Em qualquer lugar do mundo sempre há uma certa rivalidade entre as cidades interioranas e a capital, para piorar, em Curitiba algumas pessoas satirizavam aquela população chamando-os de "pé-vermeio" e para o povo de Madirituba aquela partida iria resolver essas diferenças. Fato que se quer passava na cabeça de algum dos curitibanos.

Houve um tremendo churrasco, cerveja a vontade e é claro que os talentosos jogadores da capital nem se quer pensaram que não iria fazer muito bem costela-cerveja-e-futebol, simplesmente esbaldaram-se, enquanto os craques do timão de Mandirituba, ficaram só no arroz e feijão, o churrasco era uma tática do prefeito para inutilizar os jogadores.

A partida iniciou com uma bateria de fogos, os aplausos dos 400 presentes na arquibancada e o apito do juiz, a tensão aumentou, ninguém esperava tamanha receptividade para uma simples pelada e quando o time da capital decidiu levar a sério a partida, já era tarde, o time já estava desfalcado pela dor-de-barriga de metade dos jogadores e por outros que se engraçaram com as meninas da cidade, também arranjadas pelo prefeito e sumiram no matagal.

O resultado não poderia ser outro, ainda mais com o juiz apitando à favor do timão, a partida ficou em 7x1 para o Corinthians de Mandirituba e o pessoal da capital tratou de ir embora, com o rabo entre as pernas após tamanho vexame, reclamando do Juiz, mas a partida ficou na memória dos mandiritubenses como "O dia que Mandirituba surrou a capital".

2 comentários:

Ivan Grycuk disse...

Olá Dona Gina!! - mentaliza uma musiquinha sempre que você ler esse "oi"!

Então... interior X capital! Lembrei daqueles filmes americanos, aqueles que o time do interior da tudo de si, faz milagres e expulsa demônios. Mas essa versão é muito melhor!!! Que milagre o quê!! Churrasco, cerveja e moita neles!!

Beijão!

Issa Paz disse...

Nossa! Viva o Google Analytics!

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